Cases
Como uma área marcada por greves, afastamentos e gestão comando-e-controle se tornou a que elevou o OEE de toda a fábrica a 90%.
de OEE na área mais crítica da fábrica
por ergonomia revertidos a níveis normais
linha de prensas da estamparia implantada no período
Carrocerias combinava ambiente pesado, gestão autoritária e as primeiras greves da empresa.
Carrocerias funcionava como uma fábrica dentro da fábrica: robôs de solda a 3.000 graus, micropartículas, tantos EPIs que os operadores pareciam astronautas. A gestão era comando-e-controle, sem liderança Lean. Os postos haviam sido projetados para o físico do operador francês, gerando muitos afastamentos por ergonomia. Foi nesse ambiente que nasceram as primeiras greves, e o OEE ficava em torno de 50%.
A missão dupla: resolver os problemas e ainda implantar a estamparia do zero.
Eu, que era um dos maiores críticos daquele departamento enquanto colega de outras áreas, fui escolhido para assumir sua gestão e resolver os problemas, e ao mesmo tempo implantar a primeira linha de prensas da estamparia, dando origem a esse departamento na fábrica.
Uma frente social ampla, conduzida junto com RH, medicina, engenharia e ergonomia.
Ganhos expressivos em produtividade, custo e qualidade, ao mesmo tempo.
a área saiu do menor patamar da fábrica para puxar o OEE geral para cima.
o trabalho com consultoria de ergonomia, RH e medicina levou os afastamentos de volta a níveis normais.
como consequência, e não como objetivo, o diálogo com as equipes e o sindicato foi restabelecido.
A virada da carroceria mostra que resultado operacional e condições de trabalho não são opostos. Foi ao resolver a ergonomia, requalificar as pessoas e corrigir a estrutura de liderança que o OEE dobrou. Tratar bem quem opera não foi o custo do resultado, foi a causa dele.