Cases

Renault LATAM - Pipeline de liderança

VP Industrial, Supply Chain e Engenharia de Processos · 2016 a 2022
A fábrica de talentos que virou fábrica de diretores

Um programa de estágio com apenas 30% de taxa de sucesso preencheu as sete posições de direção operacional da América Latina e exportou quatro executivos para a Europa.

7

posições de direção operacional preenchidas internamente

4

executivos exportados para o Grupo Renault Europa

18 meses

de programa, com apresentação pessoal ao VP em cada etapa

O desafio

Sem pipeline de líderes, num ambiente que afasta talentos

Faltavam líderes locais prontos para posições estratégicas, e a cultura Renault dificultava atrair de fora.

O mundo Renault é específico e complexo: não é fácil para quem vem de fora absorver a cultura francesa. A política salarial, que por princípio nunca é a que melhor paga, dificultava atrair e reter talentos, que migravam para quem pagava mais.

Contexto

Formar líderes, não estagiários genéricos

Montamos um programa de estágio com dois diferenciais que mudavam o objetivo do formato.

O objetivo não era formar estagiários genéricos, mas engenheiros líderes, futuros supervisores. E, como não conseguíamos atrair estudantes no fim do curso, adaptamos para estudantes a partir da metade da graduação. Duração de 18 meses, supervisionados diretamente por mim, com o gerente de cada área como mentor.

A abordagem

Aprender o negócio pela base, com marco a cada etapa

A formação começava no chão de fábrica e cobrava profundidade real de vivência.

#
1

Estágio operador

Os primeiros dois meses eram para sentir na pele a rotina de um operador, mesmo posto, mesmos horários, mesmos EPIs, convivendo com a própria célula de produção.

#
2

Apresentação como marco

Ao fim de cada etapa, o estagiário escrevia um relatório e apresentava pessoalmente a mim, um milestone que separava quem se envolvia de quem passava superficialmente.

#
3

Rotação por todos os postos

Operador sênior, controle de qualidade, análise de qualidade e manutenção, todos os postos que um futuro supervisor precisaria saber liderar.

Resultados

Autossuficiência de liderança, e fluxo invertido

O programa passou a abastecer sozinho a liderança da região, e a exportar talento.

7 direções internas

As sete posições de direção operacional da América Latina passaram a ser ocupadas por profissionais formados no programa.

Todos os níveis gerenciais

hoje são fruto dessa metodologia de desenvolvimento.

4 exportados para a Europa

invertendo o fluxo tradicional de talentos, normalmente da Europa para a América Latina.

Por que este case importa

Um programa com 30% de taxa de sucesso pode parecer fracasso, mas é o oposto: prova que o critério era real. Supervisionar pessoalmente cada apresentação por 18 meses é o tipo de investimento de tempo executivo que a maioria das empresas terceiriza para o RH e nunca mais acompanha.

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